|
Terça-feira, 15 de Maio de 2007-Jornal da Globo.
Um desembargador preso pela Polícia Federal por envolvimento com a máfia do jogo apelou até a um pai-de-santo para receber uma dívida dos donos de bingos – e também para tentar se livrar de inimigos.
As investigações revelam que o desembargador Ernesto Dória, do Tribunal Regional do Trabalho de Campinas – preso na Operação Furacão – teve papel importante na liberação de máquinas de bingo.
Gravações da polícia mostram que ele chegou a apelar a um pai-de-santo chamado Hilton contra inimigos que fez dentro do esquema.
Dória: Botar essa gente pra bem longe de mim, que é pra não me perturbar minha casa... Porque minha mulher hoje já foi internada, não tá legal, entendeu?Pai-de-santo: Vamos ver se a gente dá um jeito que eles “ultrapasse” o muro, do outro lado.
O desembargador pede ajuda ao pai-de-santo para que o advogado Jaime Dias, também preso na Operação Furacão, pague uma dívida de R$ 10 mil – feita, segundo a Polícia Federal, pela liberação dos bingos.
Dória: Ele tem que me pagar um pró-labore de 10 mil reais, não quer me pagar. Se ele me pagar, eu vou mandar mil reais de Natal para o senhor. Agora, em cima desse Jaime Garcia Dias. Bota ele no mel, bota onde for... Eu quero receber esse meu dinheiro, que é um dinheiro que me deve, que é justo!Pai-de-santo> Que é seu né, na realidade!Dória: É, por causa dos bingos, mas os bingos já tão abrindo também. Pai-de-santo> “A gente vamos ver o que a gente podemos fazer” em cima disso, meritíssimo! Dória: Tá bom!
Aparentemente, o pai-de-santo não resolveu os problemas do desembargador Dória, que ficou dez dias preso e está sendo investigado pelos crimes de corrupção passiva, formação de quadrilha e uso do cargo em beneficio próprio. Como desembargador, Ernesto Dória não tomou nenhuma decisão a favor dos bingos, mas seu papel, segundo a polícia, era influenciar seus colegas do Judiciário a ajudar a quadrilha.
Leonardo Marinho, advogado do desembargador Ernesto Dória, disse, por telefone, que não pode falar sobre a conversa entre seus clientes e outras pessoas envolvidas na operação furacão. O advogado também afirmou que não vai comentar detalhes da investigação porque o inquérito está protegido por segredo de Justiça.
Gravações da polícia mostram que ele chegou a apelar a um pai-de-santo chamado Hilton contra inimigos que fez dentro do esquema.
Dória: Botar essa gente pra bem longe de mim, que é pra não me perturbar minha casa... Porque minha mulher hoje já foi internada, não tá legal, entendeu?Pai-de-santo: Vamos ver se a gente dá um jeito que eles “ultrapasse” o muro, do outro lado.
O desembargador pede ajuda ao pai-de-santo para que o advogado Jaime Dias, também preso na Operação Furacão, pague uma dívida de R$ 10 mil – feita, segundo a Polícia Federal, pela liberação dos bingos.
Dória: Ele tem que me pagar um pró-labore de 10 mil reais, não quer me pagar. Se ele me pagar, eu vou mandar mil reais de Natal para o senhor. Agora, em cima desse Jaime Garcia Dias. Bota ele no mel, bota onde for... Eu quero receber esse meu dinheiro, que é um dinheiro que me deve, que é justo!Pai-de-santo> Que é seu né, na realidade!Dória: É, por causa dos bingos, mas os bingos já tão abrindo também. Pai-de-santo> “A gente vamos ver o que a gente podemos fazer” em cima disso, meritíssimo! Dória: Tá bom!
Aparentemente, o pai-de-santo não resolveu os problemas do desembargador Dória, que ficou dez dias preso e está sendo investigado pelos crimes de corrupção passiva, formação de quadrilha e uso do cargo em beneficio próprio. Como desembargador, Ernesto Dória não tomou nenhuma decisão a favor dos bingos, mas seu papel, segundo a polícia, era influenciar seus colegas do Judiciário a ajudar a quadrilha.
Leonardo Marinho, advogado do desembargador Ernesto Dória, disse, por telefone, que não pode falar sobre a conversa entre seus clientes e outras pessoas envolvidas na operação furacão. O advogado também afirmou que não vai comentar detalhes da investigação porque o inquérito está protegido por segredo de Justiça.

Nenhum comentário:
Postar um comentário