O networking, traduzido como rede de contatos e relacionamentos, nunca foi tão importante pra abrir as portas de um emprego novo.
Quem anda à procura de um emprego já deve ter notado. Está de volta ao mercado de trabalho um critério antigo na seleção de novos funcionários. Quem conta é o repórter Fábio Turci.
Rodinei, que estava desempregado, conhecia Rubens, que indicou Rodinei, que voltou a trabalhar.
“O dono daqui da empresa falou que tava precisando de um menino. Eu saí daqui, parei no clube, a hora que eu tô entrando no clube, dou de cara com o Rodinei”, lembra o corretor de seguros Rubens Ramos.
“Eu fiz a entrevista no dia seguinte, três dias depois comecei a trabalhar”, conta o assistente de vendas Rodinei Salante.
Muita gente conhece isso como Q.I. - "quem indica" -, mas o que parece só um favor entre amigos é uma ferramenta do mercado de trabalho. Tem até nome técnico: networking, traduzido como "rede de contatos e relacionamentos", e nunca foi tão importante pra abrir as portas de um emprego novo.
É o que mostra a pesquisa feita por uma das maiores agências de recolocação do país. Entre mais de 12 mil profissionais de empresas privadas, 44% conseguiram emprego por indicação de conhecidos, 16% pela internet, 6% a partir de anúncios de jornais e só 3% em agências de emprego.
“A indicação representa um aval de alguém reconhecido dentro da empresa, representa que esse profissional tem um selo de qualidade, que, comparado a outros profissionais com a mesma formação, ele tem uma qualidade a mais que é uma indicação”, explica Adriano Arruda, especialista em RH.
Numa agência de publicidade, quase todo mundo foi indicado por alguém. A sócia-diretora Rita Menezes contratou a namorada do primo, a filha da babá e o cunhado do primo do marido dela.
“Têm pessoas que eu conheci em festas, têm amigos, indicações de fornecedores, de clientes, de ex-funcionários. Tenho uma referência de uma pessoa que tem mais o nosso estilo”, acredita Rita.
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