quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

A pedra e a vidraça

A partir de 2009, a oposição chega ao Poder municipal após 16 anos. Situação semelhante a de Serafim em Manaus em 2004 quando o povo quis ‘mudar’ que tantos mundos e fundos disse para a capital amazonense. Na vida democrática os fatos de eleição se sucedem com a vontade do povo, pois se continuar a mesma coisa pode suceder uma ditadura. Nas vias de fato, agora quem estava fora do Poder terá uma indigesta situação de encarar a oposição onde durante esses anos puderam ser duros com o atual grupo político de situação.
Fazer duras críticas é fácil para quem está fora do comando. Podemos exemplificar o Presidente Lula que tanto apedrejou o Poder na era FHC e sentiu a pedra no sapato doer quando viu sua gestão (2003-2006) ter os maiores escândalos políticos do Brasil e ser salvo pelo grito do gongo do ‘Bolsa Família’ para vencer uma eleição presidencial. E era a grande pedra que alvejava o vidro dos que detinham o poder na época. Depois disto, viram que não era aquilo que pensavam quando pregavam o socialismo utópico.
Quando uma oposição chega ao Poder cria-se uma grande expectativa principalmente quando é regado de promessas, porém, pode-se chegar a uma grande decepção, porque prometer pode ser fácil, mas cumprir é mais difícil ainda quando se fica fora do Poder por muito tempo, pois a situação atual é bem diferente de 16 anos atrás.
Agora teremos a troca dos papéis, mas vamos quem ficou fora do governo saber dirigir e quem dirigiu sabe ser oposição. Pois como diz o dito popular: “Com o ferro fere, com o ferro será ferido”.

Hilário Jebeson Viana da Costa, Cientista Político, Especialista em Gestão da Administração Pública, Graduando de Letras e Teologia, Pós- Graduando em Comunicação Institucional (Jornalismo, Relações Públicas e Marketing).

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