Quinta-feira, 29 de Março de 2007
Você lembra do Pepe, bicampeão mundial que era companheiro de Pelé no Santos? Pois eu o entrevistei hoje, e ele disse que passou 18 anos com a camisa do Santos. Ele nunca trocou de camisa. E eu disse pra ele: “Pepe, você não poderia ser político”.
Há políticos que trocaram de partido sete vezes. Diferentemente do Pepe, parece que não há amor à camisa, não há um empenho pelo partido.
A Justiça Eleitoral fez muito bem, e argumentou que o eleitor vota primeiro no partido – porque, ao digitar o número do deputado, os dois primeiros algarismos são do partido.
Mas não é esse o grande argumento: o principal é que a maior parte se elege com os votos de legenda; a Justiça Eleitoral soma os votos todos e estabelece quantos deputados são eleitos com aqueles votos. São poucos os que se elegem com voto próprio – só Maluf e Clodovil, os outros se elegem com votos de legenda. Portanto, é mesmo um mandato da legenda, do partido político.
Agora, os partidos vão brigar na Justiça, e argumentar que a regra já está valendo, para quem deixou o partido. São eles: o PPS, que já foi partido comunista; o PDT, que saiu do PTB; o PSDB, que saiu do PMDB; e o PFL, que agora se chama Democratas e já foi PDS.
Como se vê, os próprios partidos políticos também tem uma certa inconstância em siglas. Vão mudando, tal como acontece com seus filiados.
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