sábado, 28 de abril de 2007

Seguranças agridem professores

Jorge Eduardo Dantas da equipe do Jornal A CRÌTICA

Entre os agressores dos professores estariam seguranças do Sindicato dos Vigilantes, entidade que é filiada à CUT
Dois educadores ligados ao Movimento dos Professores de Base foram agredidos na manhã de ontem, durante confronto ocorrido em frente a sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), na rua Monsenhor Coutinho, Centro. Na ocasião, o professor Marino Araújo levou um soco no olho esquerdo e Marcos Paulo da Rocha Braga levou vários socos no nariz e foi ameaçado de morte. De acordo com o Movimento, os agressores foram liderados pelo vigilante Odílon Queiroz, do Sindicato dos Vigilantes e ligados a Central Única dos Trabalhadores (CUT). A agressão foi registrada ontem à tarde no 1º Distrito Policial (DP), situado na Praça 14, Zona Sul. No início da manhã de ontem, cerca de 120 educadores pertencentes ao Movimento dos Professores de Base realizaram um ato contra o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da categoria, que atualmente tramita na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Eles tinham o objetivo de entregar à direção do Sinteam um abaixo-assinado exigindo a realização de uma assembléia-geral para discutir novamente o PCCS. Eles se concentraram na Praça do Congresso no fim da manhã e, em seguida, realizaram uma passeata em direção à sede do sindicato. Assim que chegaram no local, eles começaram a gritar palavras de ordem e mostrar cartazes com frases como "Serafim, não votamos neste plano". O Movimento é formado por dissidentes do Sinteam que não concordam com os termos atuais do PCCS e vêem em sua aprovação mais prejuízos do que benefícios. Eles querem a retirada do PCCS que está em tramitação na Câmara, além da aprovação do plano elaborado em 2001, que estabelece um piso salarial de R$ 1.900 para professores com Ensino Superior para 20 horas semanais. A direção do Sinteam passou todo o dia de ontem em Itacoatiara, a 170 quilômetros de Manaus, realizando atividades relativas à VIII Semana Nacional de Valorização da Educação. Por conta disso, o abaixo-assinado não foi entregue. O sindicato disse que só vai se manifestar sobre o ocorrido a partir de segunda-feira.

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