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Há nove meses a Polícia Federal investiga um esquema de venda de leis e atos administrativos que facilitaria a construção de empreendimentos imobiliários em Florianópolis. Segundo a polícia, servidores de órgãos ambientais do município e também do Estado receberiam propinas de empresários para liberar as licenças de construção.
Entre os presos estão grandes empresários como o dono da incorporadora que ergueu o balneário mais sofisticado de Florianópolis e também o proprietário de um dos melhores resorts do país. Outro investigado é o construtor do mais novo shopping center da capital. “São servidores que têm o dever de ofício de cuidar do meio ambiente e se vendiam. Traficavam interesses para conceder licenciamento e permissões para empreendimentos em Florianópolis em áreas que eram da União, áreas de mangue e áreas de Marinha e seus entornos. E áreas de preservação permanente”, diz Raimundo Barbosa.
Segundo a polícia, as prisões temporárias servem para facilitar as investigações. Até o fim da manhã de quinta-feira 18 suspeitos tinham sido detidos.

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